Localização e Contactos
Localização: Hospital de São Francisco Xavier
Email: smi@ulslo.min-saude.pt
Tefl.: 210 431 233
Direção e Corpo Clínico
Direção: Dr. Pais Martins (Assistente Graduado Sénior)
Email: ajpmartins@ulslo.min-saude.pt
Secretária do Serviço de Medicina Intensiva: Carla Leitão
Administradora Hospitalar: Dra. Isabel Cabral
Internos da Formação Especializada
Dr. Gonçalo Guerreiro
Dra. Filipa Feliciano
Dra. Marta Herculano
Dra. Maria Teresa Miranda
Dra. Maria Rosário Cardoso
Dr. Ricardo Carnevale
Dr. David Durão
Dr. João Fustiga
Dra. Inês Gomes
Dra. Inês Medeiros
Dr. Michele Coutinho
Dra. Eliana Silva
Dr. Duarte Marques
Dra. Maria Ana Pais
Dr. Pedro Pernica
Elementos em Formação “Via Clássica”
Dra. Ana Rita Santos
Dr. Chris Strong
Dr. José Pedro Cidade
Dr. Diogo Santos
Dr. João Frutuoso
Dr. Francisco Adragão
Dra. Maria João Correia
Dra. Ana Rita Barradas
Dr. Ivo Castro
Dr. Ricardo Sousa
Dra. Teresa Avelar*
*ULS Alentejo Central
Atividade Assistencial
Ensino e Investigação
O SMI tem como um dos seus principais objectivos a formação contínua dos elementos profissionais que o compõem, na procura constante da actualização científica e profissional e consequentemente na melhoria contínua dos serviços prestados aos utentes que procuram o serviço.
A ligação institucional do CHLO e, em particular, do SMI à NOVA Medical School|CHRC (Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa) através do Professor Doutor Pedro Póvoa (Coordenador da UCI-4), permite que os alunos desta faculdade realizem a rotação de Medicina Intensiva no SMI. A ligação a várias faculdades do Brasil tem também permitido o estágio de internos brasileiros na UCI-4.
A componente formativa pós graduada do SMI tem uma história de décadas. Vários médicos especialistas em Medicina Interna, Anestesiologia, Cardiologia e outras especialidades têm efetuado a especialização em Medicina Intensiva no SMI. Vários programas de doutoramento estão em curso e vários médicos concluíram com êxito assinalável os seus programas de doutoramento.
Com o reconhecimento da Medicina Intensiva como área de especialidade primária em 2016, o SMI tem Internos de Formação Específica de Medicina Intensiva, Especialidade que tem a duração de cinco anos. Atualmente encontram-se em formação 10 internos da Especialidade. Vários médicos do SMI são monitores da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
O SMI é também responsável por diversos estágios pré-graduados e estágios profissionalizantes na área profissional de enfermagem.
O SMI participa anualmente em múltiplos ensaios internacionais e nacionais multicêntricos, integra diversas redes e colaborações internacionais, de que resultam dezenas de publicações.
Importa também referir que vários médicos do SMI são formadores credenciados em cursos de referência como o EDIC, ATLS, ETC, SAV, Curso de Infeção e Sépsis e FCCS.
Informação ao Utente
O Serviço de Medicina Intensiva (SMI) da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental (ULSLO) dedica-se ao diagnóstico e tratamento de situações de doença crítica, potencialmente reversíveis, em doentes que apresentem falência iminente ou estabelecida de uma ou mais funções vitais. Os doentes submetidos a cirurgias importantes podem também necessitar de internamento no SMI, onde estes cuidados e os sistemas de suporte de vida têm um papel determinante na recuperação.
Durante a sua permanência (ou a de um seu familiar) numa das Unidades do Serviço de Medicina Intensiva, poderá haver necessidade de ser submetido a alguns procedimentos de modo a controlar a sua situação clínica.
Estes procedimentos ser-lhe-ão explicados antes de serem realizados e ser-lhe-á pedido o seu consentimento em caso de necessidade.
No caso de não ser capaz de tomada de decisão (por se encontrar inconsciente ou confuso, pelos efeitos da sua doença ou como efeito secundário dos tratamentos ministrados) o seu representante legal/procurador de cuidados tomará o seu lugar nessa decisão. No caso de haver risco sério e imediato para a saúde e/ou vida do doente e não existir tempo para obtenção do seu consentimento expresso, prevalece o dever de agir de acordo com o princípio de beneficência consagrado na ética da saúde, assumindo-se consentimento presumido.
Acessos Vasculares e Técnicas de Suporte Hemodinâmico
O que é um Cateter Venoso Central
É um cateter inserido numa veia central, jugular (região do pescoço), subclávia (abaixo da clavícula) ou femoral (na perna, região da virilha) para monitorização da pressão venosa central e administração de medicamentos.
Quais os benefícios?
Estes cateteres permitem a:
- Manutenção de um acesso venoso por longos períodos, evitando a realização de múltiplas punções;
- Infusão de grandes quantidades de líquidos ou medicamentos, que não são suportados pelos acessos venosos periféricos comuns;
- Administração de medicamentos que podem provocar irritação quando ocorre extravasamento a partir de um acesso venoso periférico,
- Colheita de análises;
- Realização de hemodiálise, em situações de urgência;
- Realização de transfusão de sangue ou de hemoderivados;
- Administração de nutrição parentérica, quando não é possível a alimentação.
Quais os riscos?
As principais complicações associadas à colocação de cateteres centrais são a hemorragia, infeção e perfuração acidental da pleura. Importa salientar que estas complicações são raras.
O que é um Cateter Arterial
É um cateter inserido numa artéria (punho, braço ou na coxa junto à virilha), permitindo constante visualização da pressão arterial e colheitas de sangue para análise sempre que necessário. Permite também vigiar os níveis de oxigénio no sangue.
Quais os benefícios?
Estes cateteres arteriais são usados quando o doente precisa de vigilância da pressão arterial de uma forma continua.
Quais os riscos?
As principais complicações da colocação de um cateter são a hemorragia e a infeção, mas são muito raras.
O que é um Cateter PICCO
É um cateter inserido numa artéria, geralmente na coxa junto à virilha, que, associado à ligação a um cateter venoso central permite monitorização hemodinâmica avançada, ajudando a diagnósticos, decisões terapêuticas e titulações de fármacos.
Quais os benefícios?
Nos doentes com função cardíaca muito comprometida, a colocação de um cateter arterial PICCO permite a monitorização contínua da pressão arterial, do débito cardíaco e de outros parâmetros cardíacos que no seu conjunto são um complemento ao diagnóstico e fornecem informação orientadora das decisões terapêuticas.
Quais os riscos?
As principais complicações da colocação de um cateter são a hemorragia local e a infeção local ou sistémica e a trombose da artéria, mas são muito raras.
O que é um Pacemaker provisório
Trata-se de um electrocateter colocado através de uma veia central (pescoço, abaixo da clavícula, ou na coxa junto à virilha) ventrículo direito em situações de ritmos cardíacos muito baixos (bradicardia) ou muito irregulares (algumas arritmias).
Este procedimento é habitualmente efetuado em situações urgentes ou emergentes que ameaçam a vida.
Quais os benefícios?
Trata-se de um dispositivo temporário é colocado em situação de urgência. Pode manter-se durante vários dias até à correção de eventuais situações que tenham causado a bradicardia (alterações iónicas ou efeito de medicamentos) ou até à colocação de um pacemaker permanente.
Quais os riscos?
O procedimento é geralmente seguro, sendo raras as complicações graves.
As complicações mais frequentes incluem deslocação do eletrocateter, hemorragia ou hematoma no local da implantação, sobretudo se estiver a tomar medicamentos que tornam o sangue mais fluido (anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários).
Outras complicações são: perfuração acidental do coração com acumulação de sangue na cavidade do pericárdio (a membrana que envolve o coração), com necessidade de drenagem percutânea ou excecionalmente correção cirúrgica.
Técnicas de Suporte Respiratório
O que é Ventilação Mecânica
Ventilação mecânica é uma forma de respiração artificial que usa um aparelho respiratório (ventilador) para ajudar os doentes na respiração.
Quais os benefícios?
A ventilação mecânica é usada quando os pulmões não se encontram a funcionar bem. Este suporte respiratório pode ser usado para ajudar a levar oxigênio suficiente para o corpo e remover dióxido de carbono. Exige a manutenção de um acesso direto à traqueia, sobretudo, por intubação traqueal.
Este método ventilatório deve ser considerado, sempre que se verifique que o doente tem a via aérea obstruída ou que é incapaz de manter a respiração espontânea e se observam sinais clínicos e laboratoriais compatíveis com dificuldade ou incapacidade respiratória.
Quais os riscos?
Os doentes sob ventilação mecânica correm maior risco de desenvolver infeções nos pulmões, designadas por pneumonias. Ocasionalmente, os doentes podem desenvolver colapso de um ou dos dois pulmões (pneumotórax) devido à pressão usada para empurrar o ar para dentro dos pulmões. Ambas as complicações requerem tratamento, no caso das pneumonias com antibiótico e no caso dos pneumotórax com a colocação de um dreno dentro da cavidade torácica para permitir a expansão do pulmão.
O que é Intubação Traqueal
É um procedimento no qual o médico insere um tubo na traqueia, de forma a manter uma via aberta até ao pulmão e garantir a respiração adequada. Esse tubo é ligado a um aparelho respiratório (ventilador), que substitui a função dos músculos respiratórios, empurrando o ar para os pulmões.
Quais os benefícios?
Está indicada quando o médico precisa ter controlo sobre a respiração da pessoa, o que acontece mais frequentemente durante cirurgias com anestesia geral ou para manter a respiração em pessoas internadas em estado grave.
Quais os riscos?
A complicação mais grave que pode acontecer numa intubação é a colocação do tubo no esôfago
Se não realizada por um profissional de saúde, a intubação pode ainda causar lesões nas vias respiratórias, hemorragia e levar à aspiração de vómito para os pulmões.
O que é Traqueostomia
A Traqueostomia é uma técnica que consiste na realização de um orifício, que os otorrinolaringologistas ou médicos intensivistas fazem na parte frontal do pescoço e na traqueia, através do qual é introduzida uma cânula para manter este orifício aberto para o doente conseguir respirar. Uma traqueostomia fornece uma passagem de ar para ajudar o doente a respirar quando a estrutura usual para a respiração está de alguma forma bloqueada ou reduzida. Uma traqueostomia é frequentemente necessária quando há dificuldades em conseguir a autonomização do ventilador.
Na maioria dos casos em UCI, a traqueostomia tem um carácter provisório, porém nas situações em que não há recuperação ou melhoria da situação, esta pode ser definitiva.
Quais os Doentes que precisam de Traqueostomia
Este procedimento é realizado nos doentes em que se prevê um tempo prolongado da ventilação mecânica ou em que não haja recuperação de um estado consciência que permita a extubação.
Quais os benefícios?
Permite maior conforto para o doente e permite, mais tarde, que o doente fale pelo orifício da traqueostomia, com uma cânula apropriada. Em alguns casos, facilita o processo de autonomização ventilatória.
Quais os riscos?
A traqueostomia é geralmente um procedimento seguro, mas como todos os procedimentos apresenta riscos. Algumas das complicações estão relacionadas com o período após o procedimento (complicações agudas), as outras podem ocorrem nas situações em que é preciso manter a traqueostomia por um período mais prolongado.
Complicações agudas incluem:
- Hemorragia
- Lesão do esófago
- Problemas de cicatrização
- Infeção
- Entrada de ar para a pele (designado de enfisema subcutâneo)
As complicações mais tardias incluem:
- Traqueomalácia (lesão das cartilagens da traqueia)
- Estenose da traqueia (“aperto” na traqueia)
- Fístulas (comunicações anormais da traqueia com o esófago ou com a pele)
Técnicas de Suporte Renal
O que é a Hemodiálise
Quando os rins não conseguem filtrar o sangue adequadamente, ocorre acumulação nociva de substâncias.
Esta acumulação de toxinas e iões, aumenta o risco de arritmias, insuficiência cardíaca, alterações do estado de consciência e potencialmente a morte.
Em situações de insuficiência renal grave, a hemodiálise surge como uma opção para restabelecer esse equilíbrio. Durante o procedimento, uma máquina executa a função que o rim comprometido não consegue desempenhar. Ela retira o sangue do paciente, depura-o e é posteriormente reintroduzido no organismo depois de filtrado.
Como funciona a Hemodiálise
No doente que é candidato à diálise é colocado um cateter venoso central que fica conectado à máquina de Hemodiálise. O cateter venoso é colocado numa veia central, Jugular (região do pescoço), subclávia (acima da clavícula) ou femoral (na perna, região da virilha).
Durante a hemodiálise, o sangue é filtrado por um dispositivo chamado dialisador, que atua como um “rim artificial”. O fluxo sanguíneo durante a hemodiálise passa por um monitor de pressão, uma bomba de sangue e uma bomba de heparina para prevenir a coagulação.
A máquina de diálise bombeia o sangue através do filtro e reintroduz no corpo. Durante todo o processo, a máquina monitoriza a pressão arterial e regula o fluxo de sangue no filtro, removendo fluidos do corpo.
A hemodiálise é realizada de forma contínua ou intermitente nas Unidade de Cuidados Intensivos.
Quais os benefícios?
O benefício da realização da diálise continua (24h/dia), em UCI, é permitir depurar o sangue do doente de uma forma mais estável e muito mais bem tolerada, comparativamente com a diálise convencional. A diálise em UCI funciona como suporte de órgão que permite “proteger” o rim até à sua recuperação após uma lesão aguda.
Quais os riscos?
As complicações são raras e relacionados com a colocação do cateter venoso central, nomeadamente a hemorragia e a infeção. Outras complicações também raras incluem arritmias ou trombose.
Procedimentos Endoscópicos
O que é a Endoscopia Digsetiva Alta e a Colonoscopia
As técnicas endoscópicas do tubo digestivo são realizadas por um médico Gastrenterologista.
A endoscopia digestiva alta é um procedimento utilizado para visualizar o tubo digestivo superior, desde a boca até ao duodeno, e a colonoscopia é um procedimento utilizado para visualizar o intestino grosso (cólon) e o reto, ambos realizados através de um tubo flexível equipado com uma pequena câmara na extremidade.
Quais os benefícios?
A endoscopia possibilita a realização de atos, como biópsias (colheita de amostra de tecido para análise histológica) e de terapêuticas como a extração de pólipos ou o controlo de hemorragia.
As suas indicações para a realização deste procedimento em UCI estão relacionadas com situações emergentes, como sejam perda de sangue agudo (hemorragia) pelo tubo digestivo e para tratamento de outras situações como colocação de próteses no tubo digestivo.
Quais os riscos?
As complicações da endoscopia digestiva alta são raras, seno um exame seguro.
As complicações mais frequentes são a perfuração e hemorragia. Pode ser necessária a realização de cirurgia urgente por hemorragia não controlável ou por perfuração.
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